O erro do progressismo

o andamento progressivo da civilização das nações há-de ser sempre o mesmo

«Entendamo-nos por uma vez. Quando se trata da civilização das nações, ou não há verdadeiro progresso, nem verdadeiro regresso, ou o que se chama progresso é muitas vezes regresso e vice-versa: porque os diferentes passos que uma nação pode dar na carreira da sua perfectibilidade política, em vez de formarem, como erradamente se pensa, uma linha recta cujas extremidades nunca se podem tocar, e onde cada ponto que se vai seguindo jamais pode tornar a cair no que se deixa, não formam senão uma linha curva, e até um verdadeiro círculo em que o mesmo espaço andado é sempre corrido de novo, enquanto há movimento. Por outras palavras: o andamento progressivo da civilização das nações há-de ser sempre o mesmo, porque é a consequência necessária da natureza do homem, que também não pode mudar».
José da Gama e Castro (1795-1873),  O Novo Príncipe ou O espírito dos governos monárquicos, 2º edição, 1841.
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«Entendámonos de una vez. Cuando se trata de la civilización de las naciones, o no hay verdadero progreso, ni verdadero retroceso, o lo que a menudo se llama progreso a un retroceso y viceversa: porque los diferentes pasos que una nación puede dar en la carrera de su perfeccionamiento político, en lugar de formar, como se piensa erróneamente, una línea recta cuyos extremos nunca pueden tocarse, y en la que cada punto que se sigue nunca puede volver a caer en lo que se deja atrás, no forman más que una línea curva, e incluso un verdadero círculo en el que el mismo espacio recorrido se transita siempre de nuevo, mientras hay movimiento. En otras palabras: el avance progresivo de la civilización de las naciones será siempre el mismo, porque es la consecuencia necesaria de la naturaleza del hombre, que tampoco puede cambiar».

José da Gama e Castro (1795-1873),  O Novo Príncipe ou O espírito dos governos monárquicos, 2º edição, 1841.

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