Como prelecciona António Sardinha, na extensa introdução às «Memórias para a Teoria e História das Cortes Gerais», do segundo Visconde de Santarém, na Monarquia Tradicional o Rei governa e a Nação administra-se. Como frisa o autor de «Ao princípio era o Verbo», nesta forma de governo, o Rei governa, «efectuando pela distribuição da justiça e pela defesa do solo a unidade necessária à segurança de todos» e a Nação administra-se, «realizando a multiplicidade dos seus interesses na multiplicidade dos vários órgãos» que legitimamente os exprimem.
Na Monarquia Tradicional, a autoridade real apenas intervém na hipótese de alguns desses organismos se chocarem ou de invadirem a órbita dos demais, sendo que, uma vez «obtida a equação indispensável à economia do grupo, a actividade do Rei» deve reentrar logo na sua esfera própria.
Retirado de «A Monarquia Tradicional» de Victor Emanuel Vilela Barbuy
Causa Tradicionalista
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