Se os ataques começaram em 2017, a pretexto da exploração de gás natural em Cabo Delgado e com suspeitas de uma intervenção indirecta da Arábia Saudita e do Catar, principiais financiadores do estado islâmico, com vista ao bloqueio desta riqueza natural de Moçambique E evitando assim futuras perdas financeiras, o certo é que a habitual apropriação das riquezas naturais pelos membros do partido que detém o poder em Moçambique, legitimou o Ansat- Al sunna, para sucessivos ataques à região.
Contudo, a justificação depressa passou de financeira a religiosa.
Os infiéis, moçambicanos, tanzanianos e somalis, têm como único alvo os cristãos de Cabo Delgado e a destruição total de Igrejas e paróquias desta província mártir.
Esperar-se-ia o empenho do governo central no combate a este flagelo, mas Maputo, à boa maneira liberal, prefere defender a plutocracia, deixando, como já é habitual, as populações à sua sorte e sendo elas cristãs, a indiferença eleva-se então, a um quase indisfarçável sentimento de desprezo.
Os números são expressivos e revoltantes, 7 000 mortos, 400 000 deslocados. Aos que defendem Cristo, espera-os a decapitação e a violação e rapto das suas famílias.
E Portugal? Em 2017, o Sr Paulo Rangel, actual ministro dos negócios estrangeiros e então eurodeputado, fez um pálido protesto, alertando para a «grande invisibilidade e opacidade» da tragédia de Cabo Delgado.
Depois disso, o conforto de uma cómoda legislação europeia e internacional, que tolhe confortavelmente qualquer iniciativa, faz esquecer a nossa responsabilidade histórica e um legado no território, quebrado em 1834 e que está na origem da vergonhosa descolonização de 1974.
Tratam-se também de cristãos, aí começa a exalar todo o cínico humanismo laico destes estados de direito democrático, que na sua indiferença, deixam cair a máscara, mostrando a sua verdadeira face anticatólica e o seu amor incondicional ao deus dinheiro.
Que Deus proteja Cabo Delgado e Moçambique.
Por Deus, Pátria e Rei.

Causa Tradicionalista
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