A invasão do mal

«As bibliotecas são constituídas, na sua maioria, dessas colecções exóticas de romances policiais em que o vício, o roubo, o assassínio são as «virtudes» mais belas… dos heróis e bandidos. Nenhum livro de religião se encontra na maior parte das nossas bibliotecas. E quando lá existe algum livro que fale, favoravelmente, em Deus e Religião, por quem será lido? Por ninguém! Se volvemos a vista ao ambiente académico, uma tristeza profunda invade-nos o ser, ao mesmo tempo que se nos assoma o desejo veemente de concitar toda a mocidade católica para uma reacção enérgica e eficaz.

A grande maioria dos professores é a-religiosa ou até indiferente. Muitos dos alunos de escolas e colégios em que não se pratica a verdadeira pedagogia, nem se ministra uma educação integral, encontram um ambiente viciado e cheio de materialismo nas academias, no futuro trilharão irremediavelmente o caminho que os levará à derrocada espiritual e moral. Das invenções mais nobres fazem meios da degradação moral.

Cinema, rádio e imprensa são veículos de transmissão pornográfica e propaganda sectaria».

Retirado de Jornal A Ação de 18/07/1941

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