Na ordem quebrada pela Revolução Francesa, a autonomia e a subsidiariedade piramidal asseguravam a separação de facto entre a Nação e a forma política.
Pacificamente, os povos partilhavam a sua sorte política, sabendo que cada poder se limitava à consecução dos seus próprios fins, um poder livre e oposto ao carácter absoluto e único da nova doutrina da soberania.
Os poderes locais, inferiores e superiores, movimentavam-se cada qual dentro do seu âmbito até ao momento em que o superior, abusivamente, condicionasse o inferior.
Esta correlação que existiu outrora entre as políticas nacionais e multinacionais do Império Português e a autonomia subsidiária foi destruída pela nova ordem revolucionária que acabou com as sociedades intermédias e criou um vínculo directo e despótico entre o Estado e o indivíduo, instituindo o postulado da não separação entre o Estado e a Nação.
Proclama-se o exclusivismo dos povos, subjacente ao nacionalismo nascido, não de um longo processo histórico, mas do triunfo de uma doutrina para se conseguir um Estado particularista em contraste com a universalidade da Cristandade.
É este o Estado Liberal que nos oprime, aflige e vai arrastando Portugal para o seu fim.
Causa Tradicionalista Portugal
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